Quando me afasto, não é para dar lição a ninguém. Eu me afasto porque quem aprendeu a lição fui eu. Aprendi que nem todo silêncio é fraqueza e que nem toda distância é frieza. Às vezes, é cuidado. É respeito por si mesmo. Aprendi que insistir onde não há reciprocidade cansa a alma. Que explicar demais para quem não quer entender só nos esgota. E que permanecer em lugares onde não somos valorizados custa mais do que ir embora. O afastamento, muitas vezes, é um ato de maturidade. É reconhecer limites, aceitar verdades e escolher a própria paz. Não é vingança, não é orgulho. É consciência. É entender que algumas batalhas não merecem mais ser travadas. Quem aprende a lição não precisa provar nada. Apenas segue em frente, mais leve, mais atento e mais inteiro. Porque crescer também é saber quando ficar e quando partir.
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