A esperança é como uma ave que solta algumas penas em pleno voo. Não cai inteira, não desiste do céu, apenas segue leve, mesmo perdendo um pouco de si. Essas penas descem devagar, quase imperceptíveis. Vão lentamente atravessando o silêncio do tempo.Ao tocar o chão não fazem ruído; ao tocar a alma, fazem morada. São pequenos sinais de que ainda há calor no frio, luz no intervalo da noite, e força mesmo quando o voo parece cansado. A esperança não promete chegar primeiro. Ela apenas promete chegar.
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