quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O amor que ainda vive.

Por que queres saber se eu te amo, se essa é a verdade que mais tento esconder? Há um amor que criou raízes em mim e que, mesmo ferido, nunca aprendeu a ir embora. As despedidas deixaram marcas. As feridas ainda ardem. As mágoas repousam pesadas no meu peito, todos os dias voltam à minha mente. Teus gestos traíram meus olhos, e minha voz se recolheu com medo das verdades que carrego. Ainda assim, meu coração se agita quando te aproximas nas palavras simples que trocamos, na saudade que fingimos não sentir. O silêncio permanece entre nós. Mas, apesar da dor, há uma parte de mim que guarda intacto tudo o que fomos. Se tu queres mesmo saber se eu te amo, olha nos meus olhos. Eles nunca mentiram. Neles repousam como fotografias em preto e branco, os grandes momentos de nossas vidas.

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O apagar das luzes, no Brasil.

Sou apolítico. O título a seguir não é alarmista, mas pode merecer reflexão, especialmente para leitores de outros continentes. As informações foram extraídas e condensadas de jornais de grande circulação no eixo Rio/São Paulo. O Brasil atravessa um momento de desafios complexos, que afetam economia, sociedade e meio ambiente. O termo “apagar das luzes” é usado figurativamente para refletir a sensação de urgência diante desses problemas. A economia brasileira apresenta sinais mistos: embora haja recuperação pós-pandemia, o crescimento é lento e o desemprego ainda preocupa. Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego está em torno de 5%, (cinco por cento), com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades financeiras. Além disso, a desigualdade social permanece elevada e a insegurança alimentar atinge parcelas significativas da população, especialmente em regiões mais vulneráveis. Saúde, educação e segurança continuam sendo áreas críticas. A infraestrutura escolar e hospitalar varia muito entre regiões, e o acesso a serviços de qualidade ainda é desigual. Dados do Ministério da Saúde e da UNESCO mostram que, embora haja avanços, muitos brasileiros enfrentam longas filas, falta de equipamentos e precariedade em unidades básicas de atendimento. O Brasil também enfrenta desafios ambientais sérios. O desmatamento na Amazônia e em outros biomas segue em níveis preocupantes, enquanto queimadas sazonais e mudanças climáticas aumentam os riscos de desastres naturais e afetam comunidades locais. A proteção de florestas, rios e biodiversidade é essencial não apenas para o meio ambiente, mas também para a economia e qualidade de vida da população. Apesar das dificuldades, há espaço para soluções. Políticas públicas focadas em educação, saúde, inclusão social e proteção ambiental podem transformar crises em oportunidades de crescimento sustentável. Iniciativas locais e projetos sociais também mostram que é possível melhorar a vida das pessoas mesmo diante de desafios estruturais. Reconhecer os problemas é o primeiro passo para buscar soluções e construir um Brasil mais justo, seguro e sustentável.

 

Melodia do silêncio.

Falando do meu amor.  É um choro manso, onde o silêncio diz tudo, mas pede colo. Ele tem medo quando o coração sussurra que ama, porque amar assim dá vontade de ficar perto. Há algo que se impõe nesse sentir. O desejo calmo de tocar sem pressa. O prazer inteiro de beijar em gestos breves, quando o tempo diminui e o mundo cabe em dois lábios. Em ritmos de orquestra, o corpo escuta, e a música acontece entre a pele e a espera. Você não fica guardada como ausência, mas como melodia que me chama. Sobrevive nas minhas noites como quem pede presença, não distância. E eu sigo cantando, porque amar, às vezes, é transformar o silêncio em música e deixar espaço para quem quiser chegar mais perto. Nos sussurros ao pé do ouvido, ecos das paixões ressoam firmes como notas que não se calam.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sempre presente.

Dias de sol passam! Dias de tempestade, também. Em cada instante, o Senhor permanece, consolo na dor, alegria na luz. Nunca estamos sós.


O futuro é dos sonhadores.

Cada sonho vivido hoje constrói a realidade de amanhã.


Silêncios do perfume.

Víamo-nos com frequência, até que tudo mudou sem aviso. O orgulho falou mais alto e, desde então, até ao atravessar das ruas, ela finge não me ver. Ainda assim, reconheço sua presença do outro lado, não pelos olhos, mas pelo perfume que um dia se alojou no meu coração. Apesar de tudo, ainda gosto dela. Mas não me entreguei à derrota. Mantive os pés firmes no chão e o passo seguro diante daquela que um dia foi dona dos meus pensamentos. A mente, afinal, é território indomável. Tomada por devaneios, ansiedades e antigas angústias, abre arquivos esquecidos, revira memórias e deixa marcas onde antes havia sossego. Às vezes me surpreendo criando encontros que nunca acontecerão, diálogos que morreram na garganta, pedidos de perdão que talvez jamais encontrem ouvidos. Mesmo assim, apenas respiro fundo e aceito que nem todo afeto sobrevive ao peso do orgulho. Aprender, com o tempo, que gostar não é sinônimo de insistir. Há amores que permanecem apenas como lembranças, como uma canção antiga que ainda emociona, mas que já não se canta em voz alta. Sigo adiante, mesmo quando o coração insiste em reconhecer o perfume suspenso no ar. Porque amar também é saber soltar. E crescer é continuar andando, mesmo quando a saudade, teimosa, tenta atravessar a rua à nossa frente. Hoje acordei envolto por uma fragrância diferente: a fé que permaneceu, a resiliência que aprendi ao tê-la amado e o desapego necessário para deixá-la partir.

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Onde a alegria ainda resiste.

A alegria não se desespera. Ela fica quase em silêncio, dentro da alma que aprendeu a amar. Mesmo depois da perda, mesmo quando o vazio pesa, ela continua ali, frágil, mas viva. A alegria é a saúde da alma porque lembra que sentir ainda é possível, que o coração não morreu junto com quem partiu. A tristeza, essa companheira inevitável, não é inimiga quando chega como visita. Ela se senta ao lado, chora conosco e conta histórias do que foi amor. Mas quando permanece tempo demais, quando se torna morada, começa a envenenar o que ainda pulsa. Não porque a dor seja errada, mas porque a alma precisa de ar para continuar existindo. Ser viúva é carregar duas verdades ao mesmo tempo: a ausência que dói e a vida que insiste. A alegria, nesse lugar, não é riso fácil, mas um suspiro, uma memória doce, um instante de paz inesperada. É permitir-se sentir sem culpa, viver sem esquecer, amar a vida sem trair o passado. Que a tristeza seja ouvida, mas não coroada. E que a alegria, mesmo tímida, encontre espaço para cuidar da alma, como um gesto íntimo, lento e necessário.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O amor que dói bonito.

 É um amor que não sangra, mas aperta. Não grita, mas fica. Dói como saudade em fim de tarde, quando o sol vai embora devagarsó pra ensinar que algumas despedidas não têm pressa. É bonito porque foi verdade. Porque existiu inteiro, mesmo sem promessas,mesmo sem ficar. Carrego você não como ferida, mas como cicatriz bem-feita, daquelas que não pedem cura, só respeito. E se dói,que doa assim. Feito flor que nasce no peito sabendo que um dia vai cair, mas ainda assim perfuma tudo ao redor. Guardo você em gavetas de tempo, em cenas que me recuso a apagar. Seus gestos distraídos, o jeito de rir sem defesa, o silêncio que dizia tudo. São lembranças alinhadas como fotografias invisíveis, não para reviver o que se foi, mas para provar a mim, que houve luzes nas minhas incansáveis retinas e no coração.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O plantio é livre, a colheita é obrigatória.

A vida não grita sentenças, não levanta martelos, não escreve condenações. Ela apenas observa e devolve. Cada escolha é uma semente. Algumas lançamos com cuidado, outras jogamos ao acaso, sem medir o vento nem o terreno. O cultivo é livre. Sempre foi. Somos livres para amar ou ferir, construir ou adiar, cuidar ou ignorar. Mas a colheita? Ah! A colheita é fiel. Ela chega no tempo certo, nem antes para poupar, nem depois para esquecer. Chega silenciosamente, carregando o peso exato daquilo que foi semeado. Não existe castigo. Não existe recompensa. Existe consequência. E tudo na vida tem um preço. Às vezes pago em lágrimas, às vezes em aprendizado, às vezes em paz, quando a escolha foi boa. A vida não pune. A vida ensina. E repete a lição até que a alma aprenda a plantar com mais consciência e colher com mais amor. Até no casamento, a vida não castiga nem recompensa. Ela apenas responde ao que foi plantado em palavras, gestos e ausências. Praticamente um abandono de rotinas.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quando o cérebro apronta.

Uma bola de cristal poderia dizer que ando atormentado, ansioso, como se tivesse descoberto algo que eu mesmo não sei. Não tomo ansiolíticos. Tomo café, silêncio, pensamento demais. Tenho preocupações como qualquer ser humano que respira e paga o preço de estar vivo. Mas nunca consegui aceitar com facilidade essas doenças abstratas, nomes que tentam dar forma ao que escapa. Depressão, ansiedade, rótulos que parecem caixas pequenas demais para aquilo que o peito sente. Sempre procurei agir em acordo com meus pensamentos, como quem tenta manter uma linha reta em terreno instável. Acreditei que coerência fosse uma espécie de proteção. Mas há algo que nos trai com delicadeza e crueldade ao mesmo tempo. O cérebro? Sempre ele! Ele lembra quando devia esquecer, cria fantasmas onde só havia portas fechadas, repete perguntas sem aceitar resposta. Tive muitos amores. Alguns interesseiros, outros sinceros ou pelo menos tão sinceros quanto conseguiam ser. Houve encontros que morreram por cansaço, outros por choque de gênios, como planetas que até se atraem, mas não sabem dividir a mesma órbita. Não carrego mágoa de todos. Carrego aprendizado de quase nenhum. Quanto ao amor aprendi, nem sempre falha por falta de sentimento. Às vezes falha por excesso de humanidade. E assim sigo não doente, não curado, apenas consciente. Sabendo que pensar demais cansa, mas pensar de menos custa caro. Sabendo que o coração sente, mas é o cérebro que insiste. No fim, talvez não seja ansiedade.

Talvez seja só a lucidez de quem amou muito e continuou inteiro o suficiente. Eu sou mais forte que eu.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Já não tenho tempo para pensar.

O tempo escorre turvo pelos dias e me atravessa sem cuidado.Dentro de mim, os sentimentos se misturam como águas inquietas,confusos, sem nome, sem margens. Acordo coberto por névoas de expectativa. Durmo com elas ainda coladas à pele, como se o amanhã fosse sempre uma promessa muda, incapaz de aprender a dizer quem é. Não sei se isso se chama solidão. Talvez seja apenas o silêncio ocupando o espaço onde antes havia sentido. Ou talvez seja saudade, da minha própria alma, quando ela ainda sabia falar comigo. Sinto a falta daquela voz interna que se reconhecia no outro, em qualquer rosto que chegasse trazendo bons fluidos, um rastro simples de esperança, um gesto leve de alegria. Hoje, caminho devagar dentro de mim, tateando a espessura da neblina, na esperança de que, em algum ponto do caminho, eu volte a me encontrar. Mas o tempo não espera. O tempo me observa. E, faminto, me devora entre verdades que pesam e ilusões que se desfazem como bruma ao sol.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A confiança é o alicerce de qualquer relacionamento duradouro.

A confiança sustenta laços, fortalece vínculos e dá sentido às relações que escolhemos cultivar ao longo da vida. É ela que permite caminhar com segurança, compartilhar sonhos e enfrentar desafios de mãos dadas. Valorize quem caminha ao seu lado com verdade, respeito e constância, pois a lealdade não se compra nem se impõe, ela se constrói no dia a dia, em gestos simples e atitudes sinceras. Em um mundo de relações frágeis, ser leal é um tesouro raro e precioso, capaz de transformar conexões comuns em histórias que resistem ao tempo.

domingo, 25 de janeiro de 2026

o silêncio que ensina a partir.

A falta de atenção no casamento não grita. Ela não discute, não acusa, não faz escândalo, desloca desejos. Também não trai.
Ela apenas se instala, devagar, como quem não quer ser percebida. É um olhar que não encontra mais resposta. Uma conversa que morre no meio da frase. Um toque que deixa de ser hábito e vira exceção. Nada parece grave o suficiente para acabar, mas tudo é pesado demais para continuar. A negligência silencia o amor.
Não porque ele desaparece de repente, mas porque ninguém o escuta quando ainda tenta falar. E nesse silêncio, um aprende a esperar. Espera por interesse, por presença, por cuidado.
Até que, cansado de pedir em silêncio, aprende algo ainda mais duro: o aprender a ir embora. Não vai por raiva. Não vai por orgulho. Vai porque ficar onde não se é visto também é uma forma de abandono. Às vezes, o fim não chega com portas batidas. Chega com o passo bem leve, quando o amor, ignorado por tanto tempo, finalmente entende que não é ali que deve morar.

 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A força de quem comanda a própria vida.

Quem aprende a conduzir a própria vida já não se curva às circunstâncias. Essa verdade não me pertence, apenas ecoa no tempo. A força genuína não habita o controle do mundo exterior, mas o domínio sereno do próprio ser. O mundo muda, oscila, surpreende. Ainda assim, é na forma como atravessamos esses movimentos que revelamos quem somos. Governar a si mesmo pede silêncio interior, consciência desperta e disciplina paciente. É escolher com lucidez quando tudo pressiona, e manutenção da calma quando o chão parece instável e não permitir que emoções fugazes ou vozes externas conduzam o leme da alma. Quem cultiva esse domínio não se perde no ruído do caos, pois encontra abrigo dentro de si. Transformam pedras em degraus, dores em aprendizado e desafios em sementes de crescimento. Não se deixa arrastar pelo acaso. Assume os próprios passos, honra as escolhas e caminha com responsabilidade. Mesmo quando a incerteza se instala, permanece inteira em liberdade e consciente do próprio valor. A força de quem comanda a própria vida nasce no íntimo e se revela na coragem de seguir adiante com propósito, apesar dos ventos contrários. Que não nos entreguemos a escolhas subservientes, mas sejamos autores do próprio caminho.

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Uma saudade que celebra o amor de mãe.

Hoje, dia vinte de janeiro de 2026, é um dia triste em nossas vidas.A nossa mãe, se viva fosse, estaria comemorando mais um aniversário. Creio que hoje meus irmãos também lembram, com carinho, dos momentos felizes que vivemos em nossa infância. Recordações que moram para sempre na memória e no coração. A Rua Cândido Benício, onde hoje funciona a Drogaria Raia, foi cenário de muitas brincadeiras e descobertas, assim como a saudosa Rua Doutor Carlos Gross, 139, palco de tantas alegrias, risos e aprendizados. Éramos pobres em bens materiais, mas imensamente ricos em afeto. Tínhamos o aconchego de um lar simples, porém cheio de amor, e uma educação firme e incansável, dada com dedicação pela nossa mãe, Moema, junto com nosso pai, José. Eles nos ensinaram valores que carregamos até hoje: respeito, honestidade, união e força diante das dificuldades. A ausência dói, mas a gratidão é maior. Moema vive em cada lembrança, em cada ensinamento e em tudo o que somos. Sua história continua viva em nós, seus filhos, que jamais esqueceremos o amor de mãe que nos formou e nos sustentou.

Quando a felicidade incomoda mais que a dor.

Ninguém se importa se você está doente, desempregado ou passando fome. A sua dor é sempre vista como algo distante, um problema seu, algo que pode ser ignorado com facilidade. As pessoas seguem suas rotinas, fazem seus julgamentos silenciosos e, no máximo, oferecem frases prontas que não curam, não alimentam e não pagam contas. Mas experimente ser feliz. Mesmo com pouco, mesmo em meio ao caos, mesmo sem atender às expectativas que o mundo impõe. Aí, sim, você vai perceber como isso incomoda. A felicidade fora do padrão, sem permissão, sem validação social, desperta olhares atravessados, críticas disfarçadas e perguntas cheias de veneno. Para muitos, é mais confortável ver alguém sofrendo do que alguém sorrindo sem motivo. A tristeza alheia justifica a própria frustração. Já a felicidade expõe ferida, revela invejas e escancara a verdade que poucos querem admitir: não é a sua dor que incomoda, é a sua capacidade de seguir em frente. Ser feliz, nessas condições, é quase um ato de rebeldia. É dizer ao mundo que você não se resume às suas falhas, às suas quedas ou às suas circunstâncias. E talvez seja exatamente por isso que incomoda tanto. Porque a felicidade, quando nasce onde só esperavam sofrimento, se torna um espelho que muitos não querem encarar.

 

 

A alegria como remédio natural.

O riso é uma das manifestações mais simples e poderosas do ser humano. Ele surge de forma espontânea, conecta pessoas e transforma momentos difíceis em experiências mais leves. Mais do que uma reação à alegria, o riso atua como um verdadeiro calmante natural, sem contraindicações ou efeitos colaterais. Quando rimos, nosso corpo libera endorfinas, substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Esse processo ajuda a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade e diminuir a tensão muscular. Mesmo em situações adversas, uma boa risada pode mudar a perspectiva, trazendo equilíbrio emocional e clareza para enfrentar os desafios do dia a dia. Além dos benefícios emocionais, o riso também contribui para a saúde física. Ele melhora a circulação sanguínea, fortalece o sistema imunológico e estimula a respiração profunda, oxigenando melhor o organismo. Diferente de medicamentos, o riso não gera dependência nem provoca reações indesejadas. Quanto mais rimos, melhor nos sentimos. Rir é um ato simples, acessível a todos e extremamente eficaz. Cultivar momentos de alegria, valorizar o bom humor e permitir-se alegre de si mesmo são formas naturais de cuidar da mente e do corpo. Afinal, o riso é um calmante poderoso, gratuito e sempre disponível.

 

A ingratidão revela caráter.

A ingratidão é um dos comportamentos que mais revelam o caráter de uma pessoa. Quando alguém estende a mão, oferece apoio, tempo ou cuidado, age movido por valores como empatia, solidariedade e generosidade. Nesse sentido, quem ajuda cumpre seu papel humano e moral. O verdadeiro problema não está nesse gesto nobre, mas na postura de quem recebeu a ajuda e, mesmo consciente disso, escolheu não reconhecer. Reconhecer não significa devolver na mesma medida ou manter uma dívida eterna, mas demonstrar respeito e consciência. A gratidão é uma virtude silenciosa que reflete humildade e maturidade emocional. Quando ela falta, evidencia-se não a falha de quem ajudou, mas a limitação interior de quem se beneficiou e preferiu ignorar o bem recebido. Muitas vezes, a desvalorização do beneficiado nasce do orgulho, da conveniência ou do esquecimento intencional. Há quem apague da memória os momentos difíceis assim que alcança estabilidade, como se o apoio recebido nunca tivesse existido. Essa atitude não diminui o valor do gesto solidário, mas empobrece moralmente quem age dessa forma. Ajudar continua sendo um ato de coragem e humanidade, mesmo diante da possibilidade de ingratidão. A desconsideração pode não vir, mas o valor da boa ação permanece intacto. Afinal, a gratidão revela caráter, e a ausência dela também.

O sucesso encontra quem está em movimento.

O sucesso raramente surge para quem passa o tempo todo à sua procura. Ele costuma chegar de forma silenciosa para aqueles que estão ocupados demais trabalhando, aprendendo e evoluindo para se distraírem com a ansiedade de alcançá-lo. Enquanto alguns esperam o momento perfeito ou o reconhecimento imediato, outros seguem em frente, concentrados no processo e não apenas no resultado. Estar ocupado, nesse sentido, não significa viver sobrecarregado, mas comprometido. É dedicar energia às tarefas diárias, aceitar desafios e persistir mesmo quando os resultados ainda não são visíveis. Quem se mantém em ação constrói habilidades, cria oportunidades e desenvolve disciplina. Elementos que, juntos, atraem a vitória quase como consequência natural. Quando o foco está no crescimento constante, a prosperidade deixa de ser um objetivo distante e passa a ser um reflexo do caminho trilhado. Assim, quanto menos tempo se gasta procurando por ela, mais chances existem de encontrá-la. Afinal, a conquista prefere alcançar quem está em movimento, não quem apenas espera por ele.

A paz que o dinheiro não compra.

Existem tipos de luxos que não se exibem, não se medem em cifras e não podem ser adquiridos por contratos ou bens materiais, que para mim são as tranquilidades e a paz de saber que ninguém tem absolutamente nada para usar contra você. Essa tranquilidade silenciosa é fruto de escolhas diárias, de coerência entre discurso e prática, e de uma vida conduzida com retidão. Como síndico de um condomínio, aprendi que essa paz não é apenas um valor pessoal, mas uma necessidade funcional. Lidar com pessoas, interesses diferentes, conflitos e decisões coletivas exige transparência, ética e responsabilidade. Quando cada ato é pautado pela correção, não há espaço para receios, ameaças veladas ou jogos de bastidores. Há apenas a serenidade de quem sabe que pode responder por tudo o que faz e seguir essa determinação à risca significa cumprir regras, respeitar leis, ouvir, decidir com justiça e registrar tudo de forma clara. Significa dormir tranquilo, caminhar de cabeça erguida e enfrentar qualquer questionamento com a segurança de quem não deve explicações além da verdade. No fim, esse é o maior valor que carrego na minha consciência. Viver e exercer uma função de confiança sabendo que sua consciência está limpa. O dinheiro pode comprar conforto, mas jamais comprará a paz de uma reputação íntegra. Essa, quando construída com firmeza e constância, vale mais do que qualquer patrimônio.

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Apenas vença!

Você pode ter enfrentado dificuldades, injustiças e quedas que quase te quebraram. Tudo isso é real, mas, fora da sua mente, isso não muda nada. As pessoas não medem seu valor pelo tamanho da sua luta, e sim pelo tamanho da sua conquista. É o resultado que fala por você quando as palavras já não bastam. Histórias tristes até despertam curiosidade por um momento, mas é a vitória que gera respeito. É o sucesso que cala críticas, fecha bocas e abre portas. Quando você vence, ninguém pergunta quantas vezes você chorou. Perguntam como você conseguiu. Use sua dor como combustível, não como desculpa. Transforme cada obstáculo em disciplina, cada queda em aprendizado e cada rejeição em força. Não espere aplausos pelo caminho difícil; espere reconhecimento ao cruzar a linha de chegada. No fim, o mundo não quer explicações. Quer provas. Então, pare de pedir compreensão. Pare de contar sua história esperando pena. Apenas vença.

O verdadeiro valor que somos.

A aparência pode impressionar os olhos, mas é o caráter que toca o coração. O dinheiro pode comprar conforto, porém jamais será mais valioso do que a felicidade sincera. Palavras podem ser belas e convincentes, mas são as atitudes que revelam quem realmente somos. E, acima de qualquer status ou reconhecimento, está a humildade. Virtude silenciosa que engrandece a alma. No fim, o que permanece não é o que mostramos por fora, nem o que acumulamos, mas a forma como vivemos, nos sentimos e tratamos os outros. É nisso que mora o verdadeiro valor da vida.

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Resultados nascem do aproveitamento de oportunidades.

 É comum associar o sucesso à capacidade de resolver problemas, mas os resultados mais expressivos surgem quando direcionamos nosso foco para o aproveitamento de oportunidades. Resolver problemas é essencial para manter o funcionamento e evitar prejuízos, porém raramente é isso que impulsiona o crescimento ou gera mudanças significativas. As oportunidades representam portas abertas para a inovação, o desenvolvimento e a criação de novos caminhos. Diferente dos problemas, que exigem uma postura reativa, as oportunidades pedem visão estratégica, iniciativa e coragem para agir. Quem aprende a reconhecê-las consegue transformar cenários comuns em experiências de sucesso. Focar exclusivamente em problemas pode limitar a capacidade de evolução, pois mantém a atenção voltada para falhas e obstáculos. Já o olhar atento às oportunidades permite antecipar tendências, explorar potenciais e alcançar resultados superiores. Assim, enquanto os problemas precisam ser resolvidos para garantir a estabilidade, são as oportunidades bem aproveitadas que constroem o crescimento sustentável e os resultados extraordinários.

 


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Quando me afasto é porque eu cresci.

Quando me afasto, não é para dar lição a ninguém. Eu me afasto porque quem aprendeu a lição fui eu. Aprendi que nem todo silêncio é fraqueza e que nem toda distância é frieza. Às vezes, é cuidado. É respeito por si mesmo. Aprendi que insistir onde não há reciprocidade cansa a alma. Que explicar demais para quem não quer entender só nos esgota. E que permanecer em lugares onde não somos valorizados custa mais do que ir embora. O afastamento, muitas vezes, é um ato de maturidade. É reconhecer limites, aceitar verdades e escolher a própria paz. Não é vingança, não é orgulho. É consciência. É entender que algumas batalhas não merecem mais ser travadas. Quem aprende a lição não precisa provar nada. Apenas segue em frente, mais leve, mais atento e mais inteiro. Porque crescer também é saber quando ficar e quando partir.

 

Aa penas da esperança.

A esperança é como uma ave que solta algumas penas em pleno voo. Não cai inteira, não desiste do céu, apenas segue leve, mesmo perdendo um pouco de si. Essas penas descem devagar, quase imperceptíveis. Vão lentamente atravessando o silêncio do tempo.Ao tocar o chão não fazem ruído; ao tocar a alma, fazem morada. São pequenos sinais de que ainda há calor no frio, luz no intervalo da noite, e força mesmo quando o voo parece cansado. A esperança não promete chegar primeiro. Ela apenas promete chegar.