Tua alma carrega silêncios que eu aprendi a decifrar, uma história guardada em retratos que o tempo não apaga. Mas existe um novo sol pedindo licença na tua janela, um desejo que não anula o que passou, mas que deseja te devolver ao agora. Sinto o peso desse teu retiro e, no vácuo da tua entrega, até a rima se perde e o verso se faz deserto, pois a beleza se recusa a florescer longe do teu sorriso.Permite que o meu abraço seja o teu novo cais, onde podes deixar as sombras de lado e voltar a vibrar. Não quero ser apenas uma lembrança, mas a promessa de um encontro que te desperte para a doçura de ser desejada outra vez. No próximo toque, que não haja peso nem ausência, apenas o fogo sereno de quem descobre que ainda há muito amor para inventar.
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