É um amor que não sangra, mas aperta. Não grita, mas fica. Dói como saudade em fim de tarde, quando o sol vai embora devagarsó pra ensinar que algumas despedidas não têm pressa. É bonito porque foi verdade. Porque existiu inteiro, mesmo sem promessas,mesmo sem ficar. Carrego você não como ferida, mas como cicatriz bem-feita, daquelas que não pedem cura, só respeito. E se dói,que doa assim. Feito flor que nasce no peito sabendo que um dia vai cair, mas ainda assim perfuma tudo ao redor. Guardo você em gavetas de tempo, em cenas que me recuso a apagar. Seus gestos distraídos, o jeito de rir sem defesa, o silêncio que dizia tudo. São lembranças alinhadas como fotografias invisíveis, não para reviver o que se foi, mas para provar a mim, que houve luzes nas minhas incansáveis retinas e no coração.
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