sábado, 28 de fevereiro de 2026

Quando a vaidade incendeia o mundo.

Conflitos armados raramente nascem da necessidade coletiva. Costumam brotar da ambição inflamada de líderes que confundem honra com dominação. Uma decisão tomada em gabinetes distantes transforma-se em ruínas, luto e cicatrizes espalhadas por cidades inteiras. Enquanto discursos exaltados prometem glória, famílias enterram sonhos sob escombros e aprendem a conviver com a ausência. A disputa iniciada por interesses restritos atravessa fronteiras e alcança quem jamais empunhou qualquer bandeira. Crianças crescem entre sirenes, mães contam passos rumo ao abrigo, trabalhadores veem o sustento virar poeira. O preço não recai sobre quem ordena, mas sobre multidões anônimas que pagam com sangue, fome e deslocamento. Ao final das batalhas, não há triunfo verdadeiro. Restam paisagens devastadas, economias frágeis e memórias difíceis de silenciar. Medalhas não recompõem lares, tratados não apagam traumas. Depois que a última arma se cala, permanece apenas a tentativa de reconstrução por parte de quem resistiu. Assim, aquilo que começou como demonstração de poder termina como prova de fragilidade humana. Não surgem campeões. Ficam pessoas marcadas pela perda, tentando reaprender a viver entre sombras deixadas por decisões que nunca lhes pertenceram motivadas por ideologias.

  

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