A vida não grita sentenças, não levanta martelos, não escreve
condenações. Ela apenas observa e devolve. Cada escolha é uma semente. Algumas
lançamos com cuidado, outras jogamos ao acaso, sem medir o vento nem o terreno.
O cultivo é livre. Sempre foi. Somos livres para amar ou ferir, construir ou
adiar, cuidar ou ignorar. Mas a colheita? Ah! A colheita é fiel. Ela chega no
tempo certo, nem antes para poupar, nem depois para esquecer. Chega silenciosamente, carregando o peso exato daquilo que foi semeado. Não
existe castigo. Não existe recompensa. Existe consequência. E tudo na vida tem
um preço. Às vezes pago em lágrimas, às vezes em aprendizado, às vezes em paz, quando
a escolha foi boa. A vida não pune. A vida ensina. E repete a lição até que a
alma aprenda a plantar com mais consciência e colher com mais amor. Até no
casamento, a vida não castiga nem recompensa. Ela apenas responde ao que foi
plantado em palavras, gestos e ausências. Praticamente um abandono de rotinas.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
O plantio é livre, a colheita é obrigatória.
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