Quem aprende a conduzir a própria vida já não se curva às circunstâncias. Essa verdade não me pertence, apenas ecoa no tempo. A força genuína não habita o controle do mundo exterior, mas o domínio sereno do próprio ser. O mundo muda, oscila, surpreende. Ainda assim, é na forma como atravessamos esses movimentos que revelamos quem somos. Governar a si mesmo pede silêncio interior, consciência desperta e disciplina paciente. É escolher com lucidez quando tudo pressiona, e manutenção da calma quando o chão parece instável e não permitir que emoções fugazes ou vozes externas conduzam o leme da alma. Quem cultiva esse domínio não se perde no ruído do caos, pois encontra abrigo dentro de si. Transformam pedras em degraus, dores em aprendizado e desafios em sementes de crescimento. Não se deixa arrastar pelo acaso. Assume os próprios passos, honra as escolhas e caminha com responsabilidade. Mesmo quando a incerteza se instala, permanece inteira em liberdade e consciente do próprio valor. A força de quem comanda a própria vida nasce no íntimo e se revela na coragem de seguir adiante com propósito, apesar dos ventos contrários. Que não nos entreguemos a escolhas subservientes, mas sejamos autores do próprio caminho.
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