terça-feira, 7 de abril de 2026

Alento de pétala.

 Alento de Pétala

Onde o peito acolhe o sereno, um broto rompe o silêncio e se faz vida no chão do afeto. Não carece de sol externo, pois se nutre da umidade que a alma verte, límpido orvalho, essência pura. Nesse jardim de afetividade, cada fibra que se expande descreve a trajetória da entrega. É o milagre que desvela o invisível, transformando a ternura em forma, o carinho em cor, e o pulsar em perfume eterno.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Entre sombras e redenção.

Tudo se desfez. Dentro do meu peito, um caos silencioso. Ânimo ausente, bravura dissolvida, ritmos perdidos no tempo. A caminhada vacilante, à procura de alegria, encobre o que é real. O horizonte apagado, como água turva sem fundo visível, como um rosto sem reflexo e desconhecido até por si. A voz agora é distante. Não há mais espaço para mensagens, nem paciência para enganos ou promessas quebradas. Ainda assim, permaneço aqui, tentando reconstruir sentido, recolher erros espalhados, retirar as pedras deixadas ao longo do caminho. Desejo reparar cicatrizes, pedir perdão sem garantias de retorno e, quem sabe, reencontrar um pouco de clarão entre ruínas e a verdadeira luz do seu rosto.

 

domingo, 5 de abril de 2026

Lindo amanhecer.

Acordei em um amanhecer profundo, com muito azul e sol simbolizando a minha felicidade. A grande estrela cintilante, minha companheira esquecida, retornou à minha vida, trazendo emoções vívidas, anseios e batimentos acelerados. O despertar de desejos antes adormecidos em minha mente. Então, a luz derramou-se como ouro líquido sobre meus olhos ainda sonolentos, bordando no céu promessas que o tempo havia silenciado. A manhã respirava dentro de mim, suave e ardente, como um segredo que enfim encontra voz. Senti o infinito caber no breve instante de existir, enquanto o vento desenhava caminhos invisíveis ao redor do meu ser. Cada clarão trazia um murmúrio de recomeço, um convite delicado para tocar aquilo que antes eu temia sentir. Meu peito tornou-se morada de tempestades luminosas, onde sensações transbordavam em silêncio, ecoando como marés inquietas sob a pele. Havia beleza até no excesso, até no descompasso, pois era ali que a vida se anunciava mais verdadeira. E despertei. Não apenas do sono, mas de mim mesmo, como quem reaprende a viver à beira da própria luz, que agora se estende até o meu infinito, junto ao astro maior.