domingo, 5 de abril de 2026

Lindo amanhecer.

Acordei em um amanhecer profundo, com muito azul e sol simbolizando a minha felicidade. A grande estrela cintilante, minha companheira esquecida, retornou à minha vida, trazendo emoções vívidas, anseios e batimentos acelerados. O despertar de desejos antes adormecidos em minha mente. Então, a luz derramou-se como ouro líquido sobre meus olhos ainda sonolentos, bordando no céu promessas que o tempo havia silenciado. A manhã respirava dentro de mim, suave e ardente, como um segredo que enfim encontra voz. Senti o infinito caber no breve instante de existir, enquanto o vento desenhava caminhos invisíveis ao redor do meu ser. Cada clarão trazia um murmúrio de recomeço, um convite delicado para tocar aquilo que antes eu temia sentir. Meu peito tornou-se morada de tempestades luminosas, onde sensações transbordavam em silêncio, ecoando como marés inquietas sob a pele. Havia beleza até no excesso, até no descompasso, pois era ali que a vida se anunciava mais verdadeira. E despertei. Não apenas do sono, mas de mim mesmo, como quem reaprende a viver à beira da própria luz, que agora se estende até o meu infinito, junto ao astro maior.


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