Tudo se desfez. Dentro do meu peito, um caos silencioso. Ânimo ausente, bravura dissolvida, ritmos perdidos no tempo. A caminhada vacilante, à procura de alegria, encobre o que é real. O horizonte apagado, como água turva sem fundo visível, como um rosto sem reflexo e desconhecido até por si. A voz agora é distante. Não há mais espaço para mensagens, nem paciência para enganos ou promessas quebradas. Ainda assim, permaneço aqui, tentando reconstruir sentido, recolher erros espalhados, retirar as pedras deixadas ao longo do caminho. Desejo reparar cicatrizes, pedir perdão sem garantias de retorno e, quem sabe, reencontrar um pouco de clarão entre ruínas e a verdadeira luz do seu rosto.
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